quarta-feira, 15 de junho de 2016

Projeto Kaminari Rondônia chega a sua décima edição

 A décima edição do Projeto Kaminari ocorreu nos dias 4 e 5 de junho na Faculdade Porto


Evento foi realizado em Porto Velho (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)

Os 10 anos do Kaminari trouxe à Porto Velho um evento para deixar os otakus e otomes satisfeitos. Os fãs tiveram a liberdade de se vestirem como seus personagens favoritos e os interpretarem durante todo o evento. Fãs de todas as idades estavam presente no local. Os mais velhos com um sorriso pela sensação de nostalgia e os mais novos, satisfeitos com as exibições mais atuais.

A décima edição do Projeto Kaminari ocorreu nos dias 4 e 5 de junho na Faculdade Porto. O evento contou com diversas atrações: sala de jogos livre, concurso de dança, concurso de cosplay, exibição de animes, campeonatos de jogos,estandes etc. O público, segundo os organizadores, foi o maior da história do projeto, ultrapassando mil pessoas em cada dia do evento.


O Projeto Kaminari é um evento temático para quem gosta da cultura pop asiática. Oriundo de Brasília, teve seu início em 2003 e  contou com sete edições na capital do país. Chegou a Porto Velho em 2007, e, com edições anuais da atração, chega a seu décimo ano já consolidado.


Os admiradores da cultura pop japonesa foram bem servidos. Confira as principais atrações do evento:


Palestra com Wendel Bezerra

Wendel Bezerra (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)
A palestra com o dublador do Goku (Dragon Ball Z) Wendel Bezerra no primeiro dia, foi a principal atração do evento. Ele contou quais são os desafios da profissão, a escolha para fazer a dublagem do personagem mais famoso que ele deu voz, suas outras dublagens, e respondeu perguntas do público além de uma sessão de autógrafos.

O dublador que já atua há mais de 30 anos e tem diversos personagens com sua voz, como o mais conhecido, Goku, Bob Esponja, Jackie Chan (As Aventuras de Jackie Chan), Sam (O Senhor dos Anéis), Sanji (One Piece), Pain (Naruto), dentre tantos outros, fez atuações de dublagem no palco, deixando o público estarrecido.



Stormtrooper ficou em 3 lugar no concurso de cosplay.
(Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)
Cosplays

Cosplay é a transformação em um personagem, com roupas maquiagem e interpretação, e o evento contou com diversos cosplayers. Dos mangás (quadrinho japonês) aos comics, de animes (animação japonesa), filmes, jogos etc, havia representação em diversos mundos diferentes.





Jogos

Naruto: Ultimate Ninja Storm, jogadores faziam fila para
jogar. (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)
Um dos locais mais movimentados, a sala de jogos contou com três jogos: Just Dance 2016 no Xbox One, Super SmashBross no Wii U e Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm4 para PS3.

Os campeonatos de Street Fighter V, Mortal Kombat X, Dota e League of Legends premiaram seus vencedores com um troféu personalizado do evento.
Além disso, haviam arcades em diversos locais do evento com o clássico jogo de luta KOF (The King of Fighters).




Estandes


Bonecos do anime Dragon Ball Z em esposição.
(Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)
Os estandes foram outra boa pedida do Kaminari, com venda de mangás e jogos usados, exposição de impressões de personagens feitas em uma impressora 3D, bonecos, pelúcias, broches, dentre outros. Prato cheio para os colecionadores de plantão.

Após o sucesso desta décima edição do evento, o 11º projeto Kaminari, previsto para o meio de 2017 já é aguardado, porém, para quem não foi na décima edição, no final deste ano deve ocorrer o Kaminari Ressaca 2016, evento de menor porte, porém de alto nível. 

Pauta, texto e fotos: Talles Barroso
Edição: Marcela Ximenes

Veja fotos do Kaminari 2016

Staff do evento caracterizado como o personagem da Marvel, Deadpool. (Foto: Talles Barroso/Focas do  Madeira)

Vencedora do concurso de cosplay. (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)

Saori Kido de Os Cavaleiros do Zodíaco. (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)

Staff do evento vestida como Lara Croft, personagem do jogo Tomb Raider.
(Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)


Batman feito em impressora 3D. (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)

Capacete do Stormtrooper da série Star Wars feito em impressora 3D. (Foto: Talles Barroso/Focas do Madeira)

Saiba mais:


Projeto Kaminari Rondônia chega a sua décima edição

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Do brilho ao perigo, como utilizar fogos de artifício?

Show de fogos promovido pela prefeitura de Porto Velho (foto: Prefeitura de Porto Velho/Divulgação)

Natal e Ano Novo chegando, nada mais gratificante do que comemorar essas datas com belos shows de fogos de artifício, seja ao vivo ou pela televisão. Eles enchem o céu com cores e formas, deixando os eventos muito mais bonitos, no entanto, o barulho do espetáculo feito nas redondezas é enorme. E não é somente o barulho o principal perigo, o mau manuseamento do equipamento e falta de atenção de quem usa acaba gerando graves acidentes nos feriados, como por exemplo, incêndios.

Em Porto Velho, é comum em épocas comemorativas o comércio de fogos de artifício ficar cheio de pessoas interessadas em dar um show. Rodolfo Queiroz, que atua no ramo de vendedor pirotécnico há 15 anos, fala que muitas pessoas vêm na loja para garantir a alegria da família nas épocas especiais, mas são poucos aqueles que realmente sabem ou perguntam dos perigos reais que estão levando para dentro de casa. “De dez pessoas, apenas uma ou duas sabem o que estão comprando e o que vão fazer com eles. Muitas vezes eu explico sobre como tem que usar os fogos, mas as pessoas só querem acender o pavio e ver as explosões, sem estar devidamente precavido.”, diz Rodolfo.

A variedade é outra característica marcante do produto, sendo classificados por vários tipos de cores e até mesmo classes e efeitos, como na tabela abaixo:

CLASSE
DESCRIÇÃO
LIMITE DE PÓLVORA
EXEMPLO
Classe A
São aqueles que apresentam os fogos de vista, mas que não apresentam o estrondo ou barulho.
Eles só podem conter, no máximo, 0,2 g de pólvora.
São utilizados em balões pirotécnicos e bombinhas/estalinhos.
Classe B
São os de artifício que apresentam os estrondos e assobios.
Podem conter no máximo entre 0,21 e 0,25 gramas de pólvora
Morteirinhos de jardim, serpentes voadoras e outros.
Classe C*
Apresentam estampido/estrondo e assobios.
Podem conter no mínimo 0,25 g e no máximo, seis gramas de pólvora em cada bomba
Os foguetes com ou sem flecha, os rojões com ou sem vara, entre outros.
Classe D
Fogos com estampido/estrondo. Esses fogos possuem mais de três polegadas. Utiliza-se em peças pirotécnicas.
Contém mais de seis gramas de pólvora.
Baterias, morteiros, entre outros.
*De acordo com um regulamento da lei, o R-105, os fogos da classe C não podem ser adquiridos por menores de idade e a queima desses fogos precisa de autorização legal do governo, em que serão designados o local e a hora, no caso de festa pública. Será sujeito à autorização em qualquer lugar.

Ainda que o uso de fogos de artifício seja responsável por inúmeros acidentes todos os anos, as celebrações ainda os utilizam como forma de mostrar à comunidade a exaltação do dia especial. De acordo com Daniele Atom, membro do Comando Geral do Corpo de Bombeiros de Rondônia – CBMRO, existem regras na hora de comprar fogos de artifício e utilizar de maneira segura. “O objetivo principal é evitar que festas e eventos virem riscos para as crianças ou riscos até para adultos. Já fomos chamados várias vezes por causa disso e vi muitas situações onde os dedos ou as mãos estavam mutilados por conta do mau manuseio do produto.”, diz Daniele.

Daniele indica sete regras para comprar e usar o produto com segurança:

1.    Compre fogos em locais autorizados: fogos de artifício clandestinos geralmente não são testados e não possuem orientações do fabricante na embalagem.

2.    Observe as classificações e tipos de fogos: antes de comprar verifique a classe e o tipo adequado para a pessoa que irá manusear, pois ocorrendo divergência dessa observação, acidentes podem facilmente acontecer.

3.    Siga as orientações do fabricante: o vendedor também pode fornecer orientações adicionais no momento da compra.

4.    Nunca deixe crianças soltar fogos sozinhos: sempre acompanhe seus filhos quando for soltar fogos, oriente sobre os perigos e manuseie os mais perigosos;

5.    Em caso de falha, não tente reutilizar o produto: jogue água sobre o pavio por segurança;

6.    Em caso de queimadura, colocar apenas água fria (quando a área atingida for pequena) ou pano úmido (quando a área atingida for grande): e desloque-se imediatamente para o pronto-socorro. Lembrando que água fria não significa água gelada e sim, em temperatura ambiente;

7.    Ao guardar fogos em casa, mantenham-os em local seco, longe de fogões, isqueiros e do acesso de crianças. 

Apesar de demonstrar vários perigos, a paixão e a alegria que desperta em cada pessoa no momento em que a fagulha acaba explodindo no céu, gera um brilho sem igual nos olhos admirados pelo calor do momento. Para que a intenção de viver uma grande felicidade no Natal e Ano Novo não se torne uma lambança negativa, é preciso agir com segurança onde muitas pessoas se reúnem para demonstrar uma paz de espírito. Essa é uma bela forma de expressar esses sentimentos nos fogos de artifícios, que têm varias cores, luzes e variedades de explosões.

Pauta e texto: Rodrigo Alves
Edição: Marcela Ximenes

terça-feira, 9 de junho de 2015

Marechal Rondon desbravou a Amazônia e fez história

A instalação dos telégrafos na floresta amazônica ocorreu paralelamente a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Rondon socializando com os índios. (Foto: reprodução)

A implantação das linhas telegráficas teve o objetivo de interligar através da comunicação lugares antes isolados do Brasil. O trabalho liderado pelo Marechal Rondon conseguiu concretizar o trabalho. Descendente de índios, Cândido Mariano da Silva Rondon, nasceu na cidade de Mimoso em Mato Grosso, o militar perdeu os pais ainda criança. Foi morar no Rio de Janeiro para ser criado pelo tio Manuel Rondon.


Quando cresceu tornou-se militar e foi designado para construir as linhas telegráficas entre o Mato Grosso e Goiás. Para uma nação que se consolidava, era preciso diminuir o isolamento do centro-oeste e das grandes metrópoles. Rondon melhorou a comunicação entre as regiões. Foram 32 estações em mais de dois mil quilômetros da linha principal e de ramais. Coube a Rondon abrir estradas, desbravar florestas, determinou mais de 200 coordenadas geográficas. No caminho encontrou muitas tribos que foram pacificadas.

Marechal Rondon (foto: Reprodução)
O doutor em história Marco Teixeira, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), lamentou o “desaparecimento e do precário estado de conservação dos postos telegráficos que deram origem às cidades de Vilhena, Pimenta Bueno, Ji-Paraná, Jaru e Ariquemes, à exceção de Ji-Paraná”.

Rondon apresentou aos brasileiros um Brasil pouco conhecido numa época onde a população se concentrava basicamente nas regiões próximas ao litoral. O sertanista Cândido Rondon foi fundamental para retratar as regiões norte e centro-oeste do país. “É um homem que dedicou sua vida na pacificação de povos indígenas, ao contato, a trazer ao conhecimento do povo brasileiro o respeito às terras dos primeiros moradores do Brasil. Rondon que instituiu no Brasil a ideia que a terra indígena é inviolável, que para você entrar tem que pedir licença,” comentou o Mércio Pereira Gomes, antropólogo.

Em 1955, o sertanista recebeu do congresso nacional a patente de marechal. Um ano depois, o território federal do Guaporé passou a ser chamado de Rondônia. Único estado da federação que homenageia um personagem. O Marechal Rondon como ficou conhecido, nasceu em 05 de maio de 1865 e faleceu no dia 19 de janeiro de 1958.

Entre os anos de 1907 à 1915, a comissão Rondon implantou cerca de 20 linhas telegráficas de Cuiabá (MT) a Santo Antônio do Rio Madeira. A instalação dos telégrafos na floresta amazônica ocorreu paralelamente a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.“Tudo é pouco para exaltá-lo”, disse o governador de Rondônia, Confúcio Moura: “Rondônia deve a ele a sua própria existência; toda a reverência que se possa fazer à sua memória é mais que justificável”.

Presidente Roosevelt durante expedição com Rondon (Foto: Reprodução)

O sertanista não permitia nenhuma violência contra os povos da mata. “Morrer se preciso for, matar nunca”.Está é a frase mais famosa do Marechal, proferida e ensinada àqueles que o acompanhava nas expedições. O reconhecimento desta diplomacia veio através do físico alemão Albert Einstein, que indicou o nome do Marechal ao Prêmio da Paz em 1957.Com iniciativa de Rondon, em 1910 foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que era vinculado ao Governo Federal. Órgão que mais tarde daria origem a Fundação Nacional do Índio (Funai). O trabalho de Rondon junto aos indígenas rendeu frutos. Através dele foram criados: o dia do índio, a estruturação do Parque do Xingu e o desenvolvimento da Funai.


O ex-presidente Theodore Roosevelt dos Estados Unidos da América recebeu o Marechal Rondon numa expedição na floresta amazônica. Roosevelt exigiu que houvesse um objetivo científico de navegar e mapear o rio da Dúvida, que foi rebatizado logo após a expedição de Rio Roosevelt em homenagem ao presidente norte americano. O ex – presidente perdeu 30 quilos depois de ter adquirido malária. Passou fome e teve que enfrentar longos dias sobre os lombos de burros, animais capazes de suportar bastante peso, além de viajar em canoas propensa a virar devido às correntezas e pedras do rio da Dúvida.Depois da aventura o Roosevelt escreveu um livro “Nas selvas do Brasil” e dedicou ao Marechal Rondon.

Pauta e texto: Léia Castro
Edição: Marcela Ximenes

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Unidades de Pronto Atendimento de Porto Velho são alvo de reclamação de pacientes

Entre as principais deficiências encontradas nas UPAs apontadas pelo presidente do Cremero estão a falta de medicamentos e a baixa cobertura de efetivo médico
 
Fachada da Unidade de Pronto Atendimento da Zona Leste de Porto Velho (Foto: Hosana Morais/ Focas do Madeira)
Finalizadas e inauguradas em setembro de 2012, as Unidades de   Pronto Atendimento (UPAs) se localizam nas principais regiões da cidade de Porto Velho e funcionam 24 horas por dia. A verba para construção das unidades foi de R$ 10 milhões, um convênio entre o Governo Federal, a prefeitura de Porto Velho e a Usina Hidrelétrica de Jirau, em construção no distrito de Mutum-Paraná. Na época, foram prometidas cinco, mas após três anos somente duas saíram do papel.

As UPAs têm deixado a desejar tanto no atendimento quanto na limpeza do local, conforme constatou a dona de casa Laís Oliveira. Na manhã de uma quinta-feira de maio, a moradora da zona leste se encaminhou até a UPA de sua região. Ela sentia muitas dores no corpo e estava febril, e o que ela imaginou que seria um atendimento rápido, se tornou em penosa espera.  

“Cheguei lá umas 10h e sai umas 13h. Minha sorte que dessa vez tinha medicamento, por que das outras vezes tive que comprar”, disse Laís. A dona de casa falou que o atendimento é lento, o local está frequentemente sujo, além de reclamar de falta de médico que são insuficientes para atender os pacientes, segundo ela.


Sala de espera da UPA zona Leste às 17h de uma segunda- feirav(Foto: Hosana Morais/ Focas do Madeira)

UPA Jacy-Paraná
Segundo a autônoma Dulce Santos, que reside há nove anos no distrito de Jacy-Paraná a UPA da região é considerado um elefante branco pela população já que estão sendo gastos milhões e nada está finalizado ate o momento.

“Depois da enchente do ano passado, o local onde iniciou a construção vive alagado, e nenhuma resposta e dada população, a cada seis meses é feita uma promessa diferente e nada de se concretiza,” disse Dulce. 
A população do local já passou por diversos transtornos, segundo a autônoma, que certa vez teve que se dirigir a Porto Velho às pressas por seu filho necessitar de um atendimento e o posto da região não ter os medicamentos específicos.

“Meu filho tem uma alergia que fecha o pulmão e a ambulância que faz o transporte dos pacientes já estava a caminho de Porto Velho na mesma hora me encaminhei de táxi até a capital chegando lá, ele ficou internado no hospital infantil por alguns dias, com o efeito do tratamento podemos voltar para casa", conta.
 
De acordo com Dulce, a necessidade de existir uma UPA na região é devidoo local possuir apenas um posto de saúde e atender outros distritos. “Necessitamos sim de uma Unidade de Pronto atendimento e de forma rápida para que não possamos perder mais pessoas,” desabafou a moradora. 


Pacientes passam por triagem na unidade da zona Leste (Foto: Hosana Morai/Focas do Madeira)

Deficiências
Entre as principais deficiências encontradas nas UPAs apontadas pelo presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), Rodrigo Almeida, estão a falta de medicamentos e a baixa cobertura de efetivo médico que, segundo ele, estaria em torno de 30%, e de 50%.

Rodrigo Almeida destacou que a estratégia de atendimento do programa Saúde da Família, dentro daquilo que é preconizado, muitas vezes acaba cobrindo o atendimento de urgência e emergência, justamente para desafogar o atendimento da UPA. “O paciente, muitas vezes, prefere ir imediatamente à UPA do que marcar uma consulta na Unidade Básica de Saúde(UBS). Ao chegar ao pronto-socorro, se depara com muita fila, espera, demora e é nesse momento que surge o conflito porque, na tentativa e no desespero de desafogar as UPAs, esses pacientes são mandados para o PSF, que por sua vez deixa de fazer o serviço de PSF para atender como uma UPA satélite”, explicou.

Cada UPA tem 1.500 mil metros quadrados. Foram investidos mais de R$ 2 milhões em equipamentos nas duas unidades de saúde. As unidades são do porte II e oferecem atendimento emergencial de baixa e média complexidade.


Atendimento
Pacientes na fila para retirar medicamento (Hosana Morais/Focas do Madeira)
O diretor da  Unidade e Pronto Atendimento zona leste, Roberto Lamarão, explicou que assumiu o cargo há um ano. “Desde que eu assumi muita coisa mudou, desde a escala dos médicos, ao tratamento ao paciente, nossa UPA encontra-se abastecida de medicamento, tendo em falta apenas um de modo geral que é usado para tratar infecções”, argumenta Lamarão.

Segundo o diretor, o maior pico dos atendimentos é às12h e às 19h. "É quando o trabalhador pode sair do seu trabalho para ver se consegue uma consulta na unidade", explica.

Sobre a falta de médicos, Roberto Lamarão justifica que muitos estão em férias, mas que a Secretaria Municipal de Saúde foi informada do problema. “Até inicio de julho terei novos médicos em pronto atendimento, estamos nos viramos como podemos, porém precisamos suprir essa falta,”, disse.

A enfermeira chefe da unidade, Flaviane Régis, explicou que muitos pacientes que vão à UPA não estão em estado de emergência ou urgência, podem esperar para serem atendidas nas UBS, porém insistem em procurar a UPA congestionando os atendimentos.“A maioria desses pacientes vem até de outras zonas, como a Sul ou Norte, pois sabem que aqui, mesmo demorando, atenderemos ele. Porém, eles não entendem que se chegar alguém baleado, esfaqueado ou acidentado teremos que dar prioridade,” destacou Flaviane.


Pauta e texto: Hosana Morais
Edição: Marcela Ximenes

Acidentes com vítimas reduzem 40% em 3 anos de Operação Lei Seca em Porto Velho, segundo o Detran

A média de acidentes diários baixou de 262 para 102.  Entradas de vítimas do trânsito no Pronto Socorro João Paulo II e a taxa de criminalidade nos bairros também diminuíram.

A fiscalização ‘Operação Lei Seca’ é realizada pela Polícia Militar e Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RO) desde março de 2012 em Porto Velho, medida imposta depois da promulgação da Lei Seca, em 2008, que tem o objetivo de reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados.


Em três anos os números de autuações durante as operações e de acidentes com vítimas em Porto Velho diminuíram. Em 2012, a média de acidente por dia era de 262, com maior incidência durante o fim de semana, 149 no sábado e 576 no domingo. Já em 2014 a média chegou a 102, 54 no sábado e 218 no domingo. As estatísticas são do Detran/RO.

Blitze são realizadas em pontos diversos da cidade (Foto:Detran/Divulgação)
De acordo com o comandante da Companhia de Trânsito da capital, o major PM De Lima, o balanço até aqui é bastante positivo. “Os números baixaram muito, e a tendência é ir melhorando, se puxarmos os números de 2010 dá pra perceber bem a evolução, eram 283 acidentes todos os dias, durante o fim de semana. Agora cabe aos motoristas se conscientizarem que nossa operação não é um castigo, mas um alerta”.

Outros números positivos, passados pelo gerente do Departamento de Comunicação do Detran, Solano Ferreira, estão relacionados aos atendimentos médicos e taxas de criminalidade. “A Secretaria de Segurança Pública percebeu a redução de 7% da criminalidade em diversas regiões onde são realizadas as operações, já a direção do Pronto-Socorro João Paulo II garante que as entradas de acidentados nos dias de Lei Seca é 15% menor, além de 25% de redução na entrada de acidentados de moto”.  

Legislação
É considerado crime quando o motorista é flagrado conduzindo veículos com índice de álcool no sangue superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido ou seis decigramas por litro de sangue.

A pena de detenção pode variar de seis meses a três anos, multa de R$ 1.915,40, desconto de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), suspensão temporária da carteira de motorista ou proibição permanente de obter habilitação. Se o motorista tiver cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores, o valor da multa é dobrado.
As operações Lei Seca são realizadas de quinta-feira a domingo, em pontos e horários pré-determinados pela equipe responsável pelas ações, coordenada por Hugo Correa.  

Efeitos do álcool
Segundo o psicólogo Antônio Gurgel Neto, a falta de cordialidade e paciência no trânsito pode estar ligada ao comportamento coletivo do ser humano. “No trânsito parece ser permitido falar mal, palavrões, xingamentos, e até os mais comedidos no cotidiano acabam se permitindo a vivenciar isso”. Ou até mesmo ao sono, já que as buzinas começam a funcionar logo pela manhã. “O sono mal dormido afeta o humor da pessoa, e consequentemente, o bom relacionamento com os demais”.

Quanto aos efeitos do álcool no organismo, Antônio explica que a substância é um depressor do sistema nervoso central, o que acarreta em prejuízos motor e psicológico. “O álcool inibe o nosso inibidor, e com essas inibições entra num estado de euforia, deixando a pessoa, neste caso o motorista, mais solto, com o pé mais pesado, sem muita percepção de que está muito rápido ou muito devagar, ou se o outro carro está mais longe ou bem perto”.

Pauta e texto: Karina Quadros
Edição: Marcela Ximenes